terça-feira, 13 de maio de 2014

Madrugada

A madrugada com suas mãos pesadas, vai acertando os ponteiros do relógio. Como um velho pescador cansado, jogo minha rede de pegar sonhos. Mas nem o sono, fininho e arisco, se prende nela.
Escuto as palavras gritando por seus lugares, mas o papel as recebe com rejeição...
E indiferente à confusão, o sol, metido e cheio de razões, vai esticando seus raios, espreguiçando-se no céu escuro... até se abrir em risos ao ver fingindo que acorda aquele que nem dormiu.